5 perguntas para: Renata Vanzetto

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Depois de um 2016 cheio de novidades com a inauguração de dois bares, o Me Gusta em São Paulo e o Lambisgoia em Ilhabela, e a mudança de endereço e reformulação da unidade do Jardins do restaurante Marakuthai – agora Marakuthai Kumbukha e com um novo noodles bar -, era de se esperar que 2017 fosse um ano tranquilo para a chef Renata Vanzetto.

Grande engano, se você acompanhar pelo menos um dia da rotina da jovem chef em suas redes sociais, perceberá que “tranquilo” é uma palavra pouco presente em seu vocabulário e em sua vida. Nessa semana, ela está lançando o projeto Food Sem Truck, no qual uniu e misturou as equipes de todas as casas do Grupo Marakuthai e as incentivou a criar. Divididos em seis grupos, ou barraquinhas – Cida Maria Bonita, Cangaceiros, Quartel da Rapariga, Nóis é Foodiers, Aê Bahia e Me-Ema – as equipes servirão suas criações em versão comida de rua na porta do Ema e Me Gusta, a preços bem convidativos (a partir de R$ 5,00).

O que mais chama atenção na chef Renata Vanzetto não são as sete cozinhas que ela toca (contando com o buffet), nem que toda a sua habilidade entre as panelas venha somente de sua experiência autodidata, mas sim que ela conquistou todo esse prestígio antes dos 30 anos.

No currículo, consta um estágio no Noma em 2011, restaurante dinamarquês comandado por Rene Redzepi (que já liderou o ranking The World’s 50 Best da revista inglesa Restaurant), que a influenciou a abrir seu xodó em São Paulo, o restaurante Ema. Querendo fugir do rótulo da culinária asiática, foi no Ema que Renata encontrou espaço para criar livremente. É na pequena cozinha da casa que a chef elabora menus degustação, realiza experimentos e abusa de sua criatividade.

Da “educação formal” passou longe, sua formação começou mais cedo ainda, com apenas 13 anos, quando ajudava no restaurante da mãe preparando entradinhas. Seu primeiro restaurante, o premiado Marakuthai em Ilhabela, nasceu em 2007 como uma lanchonete improvisada. O pai, vendo o interesse da filha adolescente pela gastronomia, ofereceu a garagem que a família tinha na marina para dar o início ao empreendimento – não é à toa que o nome é inspirado na expressão “maracutaia”.

Hoje, o Marakuthai faz parte do Grupo Marakuthai (que integra todas as casas comandadas pela chef) e ganhou duas filiais em São Paulo, uma no Itaim e outra no Jardins, e um serviço de buffet para eventos que atende capital, interior e litoral paulista.

No meio de tantas panelas, o Portal GOSTO conseguiu fazer 5 perguntas para a chef sobre sua carreira, seu novo projeto e os planos para o futuro. Confira abaixo:

  1. Sempre ressaltam o quão jovem você é para o tamanho do seu talento, isso te incomoda ou já foi encarado como um desafio em algum momento da sua carreira na gastronomia?

Isso não me incomoda, não. Sempre fiz as coisas muito cedo na minha vida, morei fora aos 17 anos, comecei a trabalhar aos 15, então sempre lidei com essa questão de “nossa você é muito nova”. No fim, acaba sendo desafiador!

  1. Thailândia, Peru, México e Vietnã estão bem presentes na sua cozinha, por que você decidiu buscar inspiração na gastronomia dessas culturas? O que elas têm em comum que te atrai?

Elas me atraem pelos temperos. São cozinhas muito temperadas!

  1. No projeto Food Sem Truck você incentivou sua própria equipe a criar novos pratos, podemos fazer um paralelo com a forma que você aprendeu a cozinhar na prática e na base de experimentações? Você acha que existem mais vantagens ou desvantagens nesse formato autodidata de aprendizado dentro da cozinha?

Eu gosto muito dessa parte da cozinha, da criação e da arte. E nas minhas casas quem cuida disso sou eu, eu crio todos os pratos. Então meus funcionários não participam disso. Por isso criei o Food Sem Truck, para eles vivenciarem isso, ter esse momento de criação e viver a cozinha como um todo! Não só a parte de execução. Para mim é a melhor parte, a prática, os testes, as criações! Existem desvantagens, sim, em ser autodidata, ter que aprender muito sozinho, mas por outro lado isso me faz fuçar bastante, ser curiosa e rápida.

  1. Quem segue você nas redes sociais com certeza se pergunta: como você dá conta de tudo isso e o que você faz para relaxar dessa rotina?

Realmente tenho uma rotina complicada, estressante. Todos os dias da semana são intensos, saio de casa pela manhã e volto de madrugada. Passo em todos os restaurantes e à noite fico no Ema. Mas eu tenho sócios que me ajudam bastante a lidar com tudo. Além disso, hoje em dia tenho meus finais de semana livres. Então é quando eu relaxo, vou para praia, fico com marido! E durante a semana tem sempre arranjo um tempo para na academia, nem que seja 30 minutos!

  1. O Grupo Marakuthai só cresce, já são quatro casas em São Paulo, duas em Ilhabela e o Buffet Marakuthai que atende Capital, litoral e interior de São Paulo. Podemos esperar novidades pela frente ou, por enquanto, é o suficiente?

Eu gostaria que fosse suficiente, mas a gente adora projeto novos, somos movidas a desafios. Para esse ano, acho que deu! Mas, com certeza, ano que vem surgirão mais novidades!

SERVIÇO

A primeira edição do Food Sem Truck acontecerá no sábado, dia 6 de maio, das 13h às 17h. (Rua Bela Cintra 1551).

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