Criado em 2013 através da publicação inglesa Restaurant, o prêmio 50 Best Restaurants rapidamente ganhou projeção e relevância internacional. Com edições anuais nas categorias Mundo, Ásia e América Latina, premia os 50 melhores restaurantes dessas latitudes, em cerimônias muito bem produzidas e para lá de descoladas.

Chefs brasileiros têm feito bonito: Alex Atala, Roberta Sudbrak, Thiago Castanho, Jefferson Rueda, Claude e Thomas Troisgross, Daniel Redondo e Jefferson Rueda, à frente dos respectivos restaurantes, vêm sendo continuamente bem ranqueados nas recentes edições do prêmio.

Não raro comparado ao Guia Michelin, o 50 Best Restaurants crê ter encontrado seu próprio caminho. “Idolatramos o Michelin, mas há espaço para ambos”, esclarece, em entrevista exclusiva, William Drew, diretor do evento e editor da revista Restaurant.

Enquanto a edição 50 Best World 2016 consagrou no topo da lista o chef Massimo Bottura e seu Osteria Francescana, a edição latino-americana ocorre no final de setembro, na Cidade do México, com direito a homenagem ao francês “carioca” Claude Troisgros – hoje, já por dois anos seguidos, o primeiro posto da América Latina é ocupado pelo restaurante peruano Central, do jovem e talentoso chef Virgilio Martinez. Alex Atala, com o D.O.M., é o brasileiro melhor colocado (4º. lugar).

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O que se pode esperar da edição 2016 do Latin America’s 50 Best Restaurants?

Desde sua criação em 2013, o 50 Best Restaurants tornou-se o evento quintessência da gastronomia, nos lugares em que acontece, celebrando a importância da tradição culinária, a variedade e a inovação. Esse ano não será diferente. As festividades acontecem de 25 a 27 de setembro, na Cidade do México, e vão incorporar grandes novidades, como demonstrações interativas, as #50BestTalks, que este ano terão o tema latin Liquids, na quais falaremos de café a coquetéis latinos. Temos ainda novas categorias, como o Diners Club Lifetime Achievement Award, que foi concedido ao chef Claude Troigros. A cerimônia de premiação em si acontece no dia 2 6 de setembro.

As listas e premiações da Restaurant Magazine são sempre comparadas ao Guia Michelin. Qual seu ponto de vista a respeito disso?

Primeiro, é preciso dizer que o The World’s 50 Best Restaurants hoje é algo completamente separado da revista Restaurant, e não é mais publicado em sociedade com ela. Reconhecemos, respeitamos e celebramos a contribuição do Michelin para a gastronomia mundial. Na verdade, os dois, Michelin e 5o Best, fazem diferentes contribuições para o mundo da gastronomia. E há espaço suficiente para os dois existirem.

Como vê a participação brasileira em anos recentes, no prêmio Latin America’s 50 Best Restaurants?   

Nos últimos anos, o Brasil tem ganhado notabilidade e tem sido muito bem representado na lista, com nove restaurantes em 2013, nove em 2014 e oito em 2015. Inclusive, nessa lista. O DOM era a casa melhor ranqueada de São Paulo, e o Lasai, do Rio de Janeiro, teve um grande debut, entrando já na 16ª posição.

E quais as novidades brasileiras para a lista de 2016?

(Risos) A lista de indicados tem que continuar confidencial até seu anúncio, no evento de gala de 26 de setembro, na Cidade do México.

Após a realização da premiação dois anos em Lima, Peru, e dois anos na Cidade do México, o que vem por aí? Há chances do Brasil hospedar a cerimônia?

A ideia é que o Latin America’s 50 Best Restaurants sempre aconteça em diferentes epicentros gastronômicos. Até agora, tivemos edições em Lima, em 2013 e 2014, e no México, em 2015 e agora em 2016. Vamos continuar viajando para diferentes regiões, é claro que é muito possível que o prêmio aconteça no Brasil, no futuro.

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