Produzida com um pó branco extraído de uma casca de árvore, a água tônica passou de um simples refrigerante a parceira fundamental para se fazer um bom gim tônica.
A princípio, era apenas um refresco, mas com a adição do quinino (hidrocloreto de quinina) extraído da casca da árvore Cinchona, ela ganhou o gosto amargo que conhecemos atualmente.

A origem da quinina tem diversas versões. Uma delas é a de que em 1638 a Condessa de Chinchon, esposa do vice-rei espanhol no Peru, adoeceu por conta da malária. índios prepararam, então, uma poção feita com a casca da árvore Kina (nome indígena) que curou a Condessa, que deu nome à árvore.

A tônica que conhecemos surgiu na Índia durante o período da colonização britânica, e era utilizada como medicamento no combate à malária. Em 1858, sua formula foi patenteada e passou a ser usada em fábricas de refrigerantes na Inglaterra. Hoje em dia, as tônicas são muito utilizadas na coquetelaria como bebidas para misturar coquetéis e, principalmente, na elaboração do gim tônica. A receita clássica do drink leva uma parte de gim para cada três de tônica.

Por conta do sucesso da bebida, convidamos cinco renomados bartenders para uma degustação cega com cinco rótulos que estão à venda no mercado. Participaram dessa degustação Adriana Pino, Ale D’Agostino, Felipe Rara e Paulo Cesar Corghis, todos de São Paulo, e Rogério Rabbit, de Curitiba.

As tônicas degustadas foram a Be Pop tônica com pepino, produzida pela Blondine; 1724 tonic water, produzida no Chile e importada pela Mr. Man; Fever-Tree mediterranean tonic water, produzida na Inglaterra; Tônica 202, desenvolvida por Marcos Lee, mixologista e proprietário do Bar.; e tônica Schweppes.

A ideia da degustação, que foi feita às cegas, não foi criar um ranking entre as bebidas, mas sim achar opções e variáveis para um gim tônica utilizando um gim London Dry clássico, que qualquer um pode ter em casa.

A primeira amostra foi a Fever-Tree Mediterranean Tonic Water, que apresentou um cítrico mais presente e baixa carbonatação. Além do gim e da tônica, foi sugerido adicionar gengibre ou até dois tipos de limão, como taiti e siciliano.

1724 tonic water foi a segunda amostra, mais neutra e adocicada, com menos quinino e boa perlage. A sugestão foi incluir um chá com capim limão no estilo Thai, ou algo com um toque apimentado. A Tônica 202 foi a terceira a ser degustada e apresentou um toque mais adocicado. Sugeriu-se a utilização de chás de camomila e maracujá, além do Gin.

Uma das primeiras tônicas a entrar no mercado, a Schweppes foi considerada bastante equilibrada e com uma ótima carbonatação. Por conta disso, a sugestão foi apenas fazer um twist (torcer a casca, liberando óleos essenciais) de um limão.

Para finalizar, a Be Pop Tônica com Pepino, que tem um sabor mais marcante por conta do pepino, foi bastante elogiada por sair do padrão clássico no qual o quinino é o principal ingrediente. Uma sugestão para um G&T mais mediterrâneo foi aproveitar o pepino acrescentando tomate e manjericão.

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