Você já ouviu falar em restaurante-design? O termo designa locais que combinam arte e gastronomia. São, por exemplo, restaurantes localizados dentro de museus, uma mistura de dois tipos artísticos que facilita a vida do visitante e amplia sua experiência. Que tal reservar um dia para visitar um museu que tenha pratos tão ricos quanto as telas, esculturas e intervenções? A seguir, dicas de sete locais por todo o Brasil que vão te saciar!

1. Solar Gastronomia, no Museu de Arte Moderna de Salvador (BA)

Às margens da Baía de Todos os Santos, dentro do MAM baiano, é uma casa rústica, com chão e paredes de pedra, móveis de madeira e flores decorando as mesas. A vista do Solar é um caso de amor à parte: há um deque que presenteia o visitante com o mar. Em termos gastronômicos, os presentes são da chef Andréa Nascimento. Ela oferece ingredientes como polvo, camarão e mandioquinha em alguns pratos, a exemplo do Camarão Catharino (camarão com molho de jabuticaba e purê de mandioquinha) e do Mário Cravo (tentáculos de polvo ao molho picante de curry vermelho). Para finalizar, impera invicto o crepe MAM. Trata-se de um clássico crepe suzette com cointreau, conhaque flambado, suco e raspas de limão, açúcar e sorvete de baunilha.

Avenida do Contorno, s/n, Dois de Julho, Salvador-BA. Tel.: (71) 3117-6139

2. Café do Museu, no Museu do Vale de Vila Velha (ES)

A casa (que se chama café, mas é um restaurante) é estruturada em dois antigos vagões desativados da primeira classe de um trem. Eles faziam o trajeto que ligava a cidade de Vitória a Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais. São exemplos reais da história ferroviária, que é atração do museu. Em um dos vagões, está instalada a cozinha do restaurante. No outro, estão dispostas parte das mesas, já que o restante fica em um deque com vista para a Baía de Vitória. A chef Cleonice Sperandio executa receitas da culinária italiana, tais quais o spaguetti ao sugo com camarão ou lagosta e o filé mignon com penne e molho gorgonzola. Para acompanhar a refeição, a dica é escolher um vinho dentre os mais de 50 rótulos disponíveis.

Av. Leopoldina, s/n, Argolas, Vila Velha-ES. Tel.: (27) 3326-8190

3. Magnólia, no Museu Mineiro de Belo Horizonte (MG)

O espaço, desenhado pelos arquitetos Mariana Hardy e Fernando Maculan, está instalado no jardim compartilhado pelo Arquivo Público e pelo Museu Mineiro e tem tudo a ver com o acervo da cultura mineira da atração. Além disso, fica bem próximo à Praça da Liberdade, outra obra da arquitetura local. Há um canteiro central envidraçado e as cadeiras do salão são todas coloridas. Um caprichado buffet self-service oferece receitas para agradar a todos, o que faz o cardápio mudar diariamente. Alguns pratos consagrados do Magnólia incluem a leve quiche de legumes e o caburé recheado com carne de sol. Nas sobremesas, tiramisù e crème brûlée também são figuras carimbadas.

Av João Pinheiro, 342, Funcionários, Belo Horizonte-MG. Tel.: (31) 3291-5320

4. O Regionalíssimo, no Museu do Rio de Cuiabá (MT)

Diz-se que ali se faz a melhor culinária regional de Cuiabá, ideia reforçada pelo seu nome. O Regionalíssimo está instalado no antigo Mercado do Peixe, prédio histórico de 1899, no bairro do Porto, onde nasceu a cidade. No espaço às margens do rio Cuiabá, há 14 receitas que se revezam diariamente no sistema de buffet. Nele, os clientes podem se servir à vontade. As mais elogiadas são pacu assado com farofa de couve, arroz com pequi, mojica de pintado e peixe seco com arroz. Para a sobremesa, doces típicos como de mamão e de caju. A casa tem mesas e cadeiras de madeira e é decorada com elementos cuiabanos, já que o proprietário, Jean Biancardini, busca manter a tradição. A ideia caminha lado a lado com o museu no qual o restaurante está instalado, que resgata, pesquisa e valoriza a cultura popular mato-grossense.

Av. Beira Rio, s/nº, Museu do Rio, Porto, Cuiabá-MT. Tel.: (65) 3623-6881

5. Castelus, no Instituto Ricardo Brennand de Recife (PE)

Fruto de uma parceria entre o Grupo Spettus e o Instituto, o Castelus está localizado na área externa do castelo e tem inspiração tão medieval quanto o centro cultural. Vitrais, estátuas e quadros enfeitam o ambiente, bem como bustos dos 13 imperadores romanos, que ficam nas colunas centrais do salão. Os pratos do chef Walter Alves valorizam a culinária regional. Por isso, muitos deles são à base de frutos do mar, tal como a tilápia na crosta de gergelim negro acompanhada pelo risotto de rúcula e alho poró. Ingredientes como macaxeira e jerimum, presentes nas guarnições, também são reflexo dessa escolha. Nas sobremesas, o cheesecake é de nego bom. Doce típico de Pernambuco, traz uma mistura de banana com açúcar e limão.

R. Mário Campelo, 700, Várzea, Recife-PE. Tel.: (81) 99201-9787

6. Fazenda Culinária, no Museu do Amanhã do Rio de Janeiro (RJ)

Comandado pela chef Flávia Quaresma e pela restauratrice Vera Saboya, o espaço foi montado em um vão de 400 metros quadrados na ponta da asa do Museu do Amanhã, o que permite uma bela vista da Baía de Guanabara. Na cozinha, aberta ao salão, a chef opta sempre por ingredientes locais, sazonais e orgânicos. Os princípios estão em consonância com o projeto da casa de cultura, que reside nos pilares de sustentabilidade e convivência. Para tal, a chef pensou em um cardápio que agrada crianças e em um espaço que pode receber animais domésticos. Quanto ao paladar, ela prepara a partir da feijoada um bolinho com couve e bacon para começar. Uma das entradas do Fazenda Culinária é um ovo crocante com creme de mandioca na tostada de brioche, e a coisa abrasileira-se com um dos pratos principais, um ragu de rabada com quiabo, polenta e fonduta de queijo artesanal. Para fechar, há um couscous de tapioca com coulis de maracujá e coco queimado. Tudo com cara de fazenda sem deixar de lado a qualidade gastronômica.

Av Rodrigues Alves, 2 – Museu do Amanhã, Rio de Janeiro-RJ. Tel.: (21) 99191-4098

7. Chez Mis, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (SP)

A casa é do grupo Chez, que também é responsável pelos Chez Oscar e Astor e pelos bares De Cima e Secreto. O salão tem fachada envidraçada, através da qual se pode ver o jardim do museu. No interior, a decoração é tão marcante quanto a dos outros nomes do grupo. Azulejos pretos, velas, cordas, luminária de madeira e sofá amarelo são os responsáveis pela carinha alternativa do restaurante. No cardápio, pratos como a bruschetta de jamón com parmesão e tomate e o polvo na chapa com batata doce e vegetais. Há também um bar para quem desejar tomar apenas um drink ou quiser uma bebida para acompanhar a refeição. Qualquer que seja sua escolha, passar pelo Chez Mis é uma agradável escolha para quem passeia pelo MIS e pelo MUBE.

Avenida Europa, 158, MIS, Jardim Europa, São Paulo-SP. Tel: (11) 3467-3441

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