Champagne, Prosecco ou espumante?

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A fama dos vinhos de Champagne não é de hoje.

Antes mesmo de a região de norte da França ser referência mundial da produção de espumantes, no tempo em que se tentava (acredite!) evitar as borbulhas, os vinhos tintos que lá nasciam brindavam coroações de reis da França e cortejos no Palácio de Versalhes – tratava-se do vinho favorito do rei Luís XIV, cujas propriedades medicinais eram, inclusive, comparadas aos tintos da Borgonha.

Hoje, os vinhos tranquilos (aqueles que não têm borbulhas) da região não têm importância comercial, tampouco podem estampar o nome Champagne no rótulo. Em compensação, Champagne virou sinônimo para todo e qualquer espumante.

Mas nem todo espumante é um Champagne…

O nome da região é uma Apelação de Origem Controlada (AOC) francesa. Para ser considerado um autêntico Champagne, precisa:

  1. Ser feito a partir das três castas autorizadas na região, que são Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier;
  2. Ter as suas uvas cultivadas dentro dos limites da AOC na região de Champagne-Ardenne, no norte da França;
  3. Ser um espumante feito a partir da segunda fermentação em garrafa, método conhecido como champenoise ou tradicional;
  4. Ter permanecido pelo menos 15 meses em contato com as leveduras depois da segunda fermentação.

Se o espumante for produzido sem respeitar pelo menos uma das quatro exigências mínimas, não pode ser chamado de Champagne.

Prosecco, por exemplo, é outra denominação de origem para espumantes. Para ser considerado um, o espumante precisa ser produzido 100% a partir da uva Glera na região de Prosecco, no Vêneto, nordeste da Itália. Não há especificações quanto a segunda fermentação: o espumante Prosecco pode ser originado a partir do método tradicional ou do método charmat, em que a segunda fermentação acontece em um tanque.

O mesmo vale para outras denominações de origem menos conhecidas que se dedicam também aos vinhos com borbulhas, como Franciacorta, na Itália; Cava, na Espanha; e Vale dos Vinhedos, no Brasil. Isso sem falar na enorme quantidade de espumantes que são produzidos fora de alguma denominação de origem e que fazem referência apenas a uma Indicação Geográfica de Procedência (IGP).

Devo admitir que vou brindar o Ano Novo com um espumante brasileiro. E você, já reservou as garrafas para a noite da virada?

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