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O sommelier Gianni Tartari viajou o mundo para conhecer os principais produtores de vinhos

Por Lucas Rodacoski
Foto: Luiz Henrique Mendes

O carioca Gianni Tartari começou a ter sucesso bem cedo na profissão. Aos 21 anos, angariou o prêmio de Melhor Sommelier do Rio de Janeiro, atribuído pela ABS, a Associação Brasileira de Sommeliers. Um ano depois, ganhou o de melhor do Brasil. A façanha não parou por aí. Gianni repetiu a dobradinha no biênio 1993-1994. Há pouco, recebeu o título de Chevalier de l’Ordre des Coteaux de Champagne, concedido às personalidades engajadas na promoção do Champagne. Hoje, aos 44 anos, é o sommelier do Hotel Emiliano, em São Paulo.

Gianni descobriu o vinho quando começou a trabalhar, ainda adolescente, no inovador restaurante Enotria, no Rio de Janeiro, de Danio Braga. Seu pai, o italiano Luigi Tartari, era o chef e um dos sócios. “Costumo falar que não escolhi o vinho, tudo foi acontecendo aos poucos”, diz. Quando se deu conta já era o sommelier do Enotria. Em São Paulo, passou pelo Fasano e o Parigi, entre outras casas. “Cheguei em 1995, a convite de Rogério Fasano”, lembra. Também trabalhou nas importadoras Expand e Enoteca Fasano. A esse invejável currículo, Gianni adicionou vários cursos na ABS e especializações no Wine & Spirits Education Trust, além do diploma da Court of Masters Sommelier, nos Estados Unidos.

A tamanho conhecimento, agregou, ainda, as muitas viagens que fez, visitando vinícolas pelo mundo inteiro. “Já estive na Itália, Espanha, Alemanha, Áustria, Hungria e Reino Unido”, conta. “Também selecionei vinhos na África do Sul, Japão, Argentina e Chile”. Nessas andanças, aprendeu três idiomas que fala com fluência, além do italiano paterno e do português natal: espanhol, francês e inglês. “O vinho representa cultura”, diz. “Além disso, é um adorável agente de aproximação de pessoas.”