Iguaria liberada

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Os italianos festejam hoje, 18 de março, a liberação da pajata, paiata ou pagliata, o molho elamorado com a parte homônima do intestino delgado do vitelo ou do boi. Eles estavam impedidos de saborear a iguaria, típica de Roma, desde julho de 2001, por conta das precauções contra o mal da vaca louca, doença neurodegenerativa fatal, que afeta os bovinos. A interdição foi levantada depois de parecer favorável da Organização Mundial da Saúde. Desde 2009 não há casos de vaca louca na Itália.

Houve festa grande em Roma. durante o dia. Mulheres cozinharam uma enorme pajata junto ao Palazzo Rospigliosi, construído pela Família Borghese na colina do Quirinal. A pajata voltou a figurar no cardápio de restaurantes antigos da capital italiana, instalados sobretudo no bairro do Testaccio, entre o Aventino e a pirâmide de Caio Cestio. Os cozinheiros a fazem assada ou ensopada, para acompanhar arroz ou, mais frequentemente, como molho do rigatoni, aqueles tubinhos largos de massa seca que, quando muito grandes, denominam-se paccheri. Fora do Lácio, a região da capital italiana, dificilmente é consumida. Que se saiba, no Brasil só o chef Marco Renzetti, da Osteria Del Pettirosso, na Alameda Lorena, 2155, telefone 11 30625338, de São Paulo, SP, oferece rigatoni com pajata, assim mesmo sob encomenda.

Foto Reprodução

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