A espera do Michelin

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O Guia (francês) Michelin será lançado no dia 8 de abril em São Paulo, em entrevista coletiva de imprensa, trazendo a classificação de restaurantes e hotéis do Brasil. É primeira vez que faz isso em nosso país e na América do Sul. Serão avaliados apenas estabelecimentos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Inspetores estrangeiros estiveram nas duas cidades, em 2014, realizando avaliações. O Michelin concede uma, duas ou três estrelas aos restaurantes (hoje, apenas 111 ostentam a última honraria no mundo). A edição nacional será bilíngue, ou seja, em português e inglês.

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As estrelas representam o sonho dos chefs. E também angústias. Em fevereiro de 2003, o chef francês Bernard Loiseau se suicidou com um tiro na cabeça, desesperado com o rumor de que o seu estabelecimento deixaria de ser um três estrelas Michelin.

No Brasil, os chefs especulam se o guia distinguirá a um dos nossos restaurantes com a cotação máxima. Se acontecer, será uma honraria espetacular. Mas a maioria acha que não. “Isso talvez ocorra até por coerência”, raciocina o chef Laurent Suaudeau, de São Paulo. Em Portugal, no qual o guia é publicado desde 1974, até hoje nenhum estabelecimento mereceu essa cotação.

Os critérios de avaliação no Brasil continuaram os mesmos utilizados mundo afora. São qualidade dos produtos, técnicas de preparo, harmonia dos sabores, personalidade e regularidade da cozinha.

No ano passado, em entrevista ao jornal espanhol El País, Michael Ellis, diretor geral do Michelin, disse que as duas metrópoles brasileiras têm inúmeras atrações para quem gosta de novidades. “Os leitores do guia, sejam quais forem seu poder aquisitivo ou gosto pessoal, poderão conhecer a diversidade da cozinha brasileira, enraizada em uma rica herança culinária e com uma ampla gama de ingredientes locais de altíssima qualidade”, afirmou Ellis.

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