Restaurante Santo Colomba é a escolha certa para comer (muito) bem

Quem ingressa no restaurante Santo Colomba, de São Paulo, está querendo comer bem. E vai!

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Há algum tempo, iniciei uma pesquisa com donos de restaurante, sobre hábito dos consumidores. Uma das minhas perguntas era por que existiam tantas repetições nos cardápios. De modinhas como balsâmico, azeite trufado, sal do Himalaia, até pratos como ravióli de mozzarella, risotto de funghi ou o indefectível tentáculo de polvo grelhado. Isso para não falar no tiramisù!

A resposta mais comum foi que o cliente precisa se identificar com o menu para sentir conforto. A teoria psicológica chamada de “paradoxo da escolha” diz que a ansiedade é proporcional ao número de opções. E ela aumenta quando o prato é desconhecido.

O restaurante paulistano Santo Colomba é diferenciado pelo DNA. Posso afirmar com alguma segurança que a maioria dos clientes nem olha o cardápio. Lá a gente não encontra essas pessoas que vão a restaurantes “para verem e serem vistas”. Quem abre as portas de madeira de lei e atravessa o deslumbrante “Bar do Jockey” (em clássico estilo inglês, comprado anos atrás do Jockey Club do Rio de Janeiro, para ser usado na decoração do salão), está querendo comer bem. E vai!

A história do Alencar, chef e proprietário, que foi contada na edição 71 da Revista GOSTO, é linda e importante na gastronomia de São Paulo. Para quem não leu a reportagem, sugiro procurar o texto no Portal Gosto. Dele vou repetir que o Alencar é “o cara”, um mineiro que deveria ter nascido na bota italiana. Suas massas estão entre as melhores de São Paulo.

Entradas como a berinjela ao forno, interpretação da parmigiana de uma maneira mais delicada, ou a polenta com gorgonzola e rúcula, são boas opções para quem não gosta de frituras, se bem que o croquete de carne está entre os melhores que já provei.

Clássicos como trenette com vongole , o stracotto (lagarto marinado e lentamente cozido em vinho tinto) com purê de batatas ou o cordeiro assado na panela com alecrim, bacon e vinho branco, são os pratos mais presentes nas mesas dos  clientes de sempre.

Mas o que tem encantado pessoas que, como eu, gostam de experimentar novidades são as peripécias do Alencar, que não constam no cardápio. Cumbucas de barro, repletas de arrozes saborosíssimos como o de polvo, de pato, de bacalhau, de carne de sol e o de linguiça, que vem escoltado por um ovinho esperto. A carta de vinhos é boa e com preços justos. A simpatia, sempre uma constante, aparece na ausência de cobrança de rolha e de manobrista.

Mistura de boas memórias gastronômicas dos clientes quase cativos, o beijo estalado do Alencar, o bar do Jockey, a aura de D. Franca e D. Pina, donas do Spaghetti Notte, com as quais ele trabalhou anteriormente, o pianista Mastroiani, unem-se ao sorriso sempre cativante do Junior, o filho do chef  que, no comando do salão e dos vinhos, garante a continuidade de um caso de amor paulistano.

SANTO COLOMBA RESTAURANTE – Al. Lorena, 1157 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, tel.: (11) 3061-3588

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