Sem medo de recessão

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O empresário Alexandre Costa, fundador da Cacau Show, diz que a previsão para 2015 é continuar inovando em chocolateria

Fotos e texto Suzane G. Frutuoso

cacaushow“Não tem inflação alta e nem PIB baixo. Vamos para cima.” Com a confiança de quem sabe que construiu um império com muito trabalho e sensível aos desejos do consumidor, o empresário Alexandre Costa, fundador da Cacau Show, declarou que não tem medo de recessão. Ele esteve hoje de manhã na abertura do Salão de Páscoa 2015, que ocorreu no hotel Grand Hyatt, de São Paulo. O evento foi promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB) e apresentou 150 lançamentos para a data. Costa conversou com a Revista GOSTO.

O que a Cacau Show espera desse ano?

Crescimento sempre. Vamos fechar 2015 com 2 mil lojas. Limite não combina com o empreendedor sonhador. A rede Starbucks tem 7 mil lojas no mundo. Por que não alcançar um número assim um dia? Existe muito mercado ainda.

A concorrência não é grande?

Sim. E competente. Nossa concorrência, no entanto, é menos com o chocolate que vende no supermercado e mais com uma loja de perfumaria, por exemplo. Porque nosso conceito é fazer do chocolate um presente especial. Focamos em qualidade, design, criatividade. Por isso, o crescimento é constante.

Quais as novidades para 2015?

Daqui 60 dias colocaremos em operação um novo equipamento que fará 3 mil trufas. Nem por semana, nem por dia. Por minuto! Investir em tecnologia é fundamental. Do ponto de vista da chocolateria, no primeiro semestre lançaremos uma linha de chocolate amargo com alto teor de cacau. O público tem refinado o paladar, o que abre caminho para produtos mais sofisticados.

Mas o receio com a economia não pode levar o consumidor a evitar experimentar novidades mais requintadas, que costumam também ser mais caras?

Não. O chocolate vem passando pelo mesmo processo de sofisticação que o vinho e o café. E o paladar não retrocede. Quando as pessoas experimentam produtos melhores os tornam prioridade. O brasileiro se interessa cada vez mais por chocolates finos, assim como por bons vinhos e por cafés gourmets. Mas nossos preços continuarão justos e criando produtos para as pessoas se apaixonarem.