Sotero Cozinha Original: comida boa e equipe foliã

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O ótimo restaurante de culinária baiana em Santa Cecília, São Paulo, vai comemorar o Carnaval de portas abertas com banda animando a festa

*Por Suzane G. Frutuoso
Foto Divulgação

Criolo, Pitty, NX Zero, Tulipa Ruiz, Bruno Gagliasso, Fernanda Paes Leme, Marcos Mion. Os artistas adoram o Sotero Cozinha Original, restaurante de culinária baiana localizado no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. E nós, simples mortais, também! O tratamento da casa, comandada pelo chef baiano Rafael Spencer, 32 anos, é igual para todos. Simpático e amigável. Qualquer cliente, famoso ou anônimo, precisa experimentar sua moqueca mariscada (R$ 96,10 para duas pessoas) olhando para o céu e agradecendo. Peça antes a casquinha de siri com farofa de dendê (R$ 18,90 cada) como entrada.

Rafa tem tanto apreço pelo cliente que não vai abandoná-lo nem nos dias de folia. O Sotero funciona no feriado e ainda contará com uma banda de marchinhas para animar almoço e jantar (só não abre segunda-feira). “Deve rolar até um bloquinho, quem sabe sair pelas ruas do bairro com a música rolando”, diz ele, que estudou gastronomia em hoteis na Itália, mas recebeu em casa o despertar pela boa comida. O pai, também Rafael, foi seu sócio no restaurante até o ano passado, quando foi morar em Fortaleza para treinar equipes de restaurantes cearenses.

Formado em publicidade, Rafa abriu o restaurante em 2011 na capital paulista. “Pesquisei o mercado e percebi que a comida baiana servida em São Paulo não era a comida baiana de verdade”. No salão decorado com prateleiras feitas de caixotes nas paredes guardando objetos de artesanato típico do Nordeste, ele conversou com a Revista GOSTO no almoço da última quarta-feira. Em sua cozinha, nada de modernismos. “Quero manter a originalidade dos pratos. Conquistar sempre meu cliente pelo cheiro e gosto tradicional de uma moqueca. Não por um visual enfeitado”.

O Sotero começou o ano lançando o Festival dos Orixás, menu inspirado nas oferendas dentro do Projeto Cozinha de Origem. Na primeira semana de fevereiro, a homenageada foi Iemanjá. As receitas criadas pelo chef levavam ingredientes que os seguidores do candomblé utilizam para agradar à rainha do mar, como milho, pipoca e mamão. “A ideia é homenagear um orixá por mês”, diz Rafael.

Além do restaurante, ele presta consultoria a outras casas e prepara dois food trucks a serem inaugurados ainda em 2015, um para eventos e outro para rodar as ruas da capital. Medo de uma economia instável? Por enquanto, Rafa se diz tranquilo. “Só crescemos desde 2014. Tinha dez funcionários e hoje tenho 18. Estou contratando nos próximos dias mais três.” A casa serve também almoço por R$ 29 o quilo e pratos prontos individuais com sobremesa por R$ 24. www.facebook.com/soterooficial.

*Suzane G. Frutuoso é jornalista, mestre em Ciências Sociais, redatora-chefe da Revista GOSTO. E sabe que a comida desperta paixões, emoções, é sinônimo de afeto.
suzane@revistagosto.com.br

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