Ser aclamado com três estrelas do Guia Michelin é o sonho profissional de muitos chefs de cozinha. Isso porque a premiação funciona como um guia da gastronomia mundial nas regiões em que avalia. Porém, uma notícia recente chocou o mundo da culinária: o chef francês Sébastien Bras, cujo restaurante Le Suquet detém a premiação máxima de três estrelas há mais de uma década, anunciou que gostaria que sua casa fosse deixada de fora da edição de 2018 do prêmio.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo no Facebook, no qual Bras afirmou que não quer mais lidar com a pressão pela perfeição para obter o reconhecimento do Michelin. Além disso, disse estar cansado de arcar com o custo financeiro desse objetivo. “Eu decidi, junto à minha família, começar um novo capítulo em minha vida profissional sem o prêmio do Guia Michelin, mas com muita paixão por cozinhar”.

Le Sequet, o restaurante de Bras (foto: divulgação)

Não foi a primeira vez que isso aconteceu. O chef parisiense Alain Senderens, um dos fundadores da nouvelle cuisine, recusou o título Michelin em 2005. Depois, reabriu seu restaurante de três estrelas de forma simplificada, dos talheres às receitas. No ano seguinte, Antoine Westermann fez o mesmo e passou a casa ao seu filho. Já Olivier Roellinger, em 2008, fechou seu restaurante três estrelas em Cancale. À época, ele afirmou não ter condições físicas para prosseguir com esse tipo de serviço.

Bras comentou que sente que pode perder notoriedade, mas aceita as consequências de sua decisão. Ele assegurou que, diferentemente do que fez Senderens, seus clientes não sentirão diferença. ”Vou me sentir mais livre, sem me perguntar se as minhas criações vão agradar os inspetores do Michelin”, acrescentou o chef.

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